terça-feira, 24 de junho de 2014


Síbalas trocadas

Apesar de já falar muito bem, há algumas palavras que ela diz sempre com sílabas trocadas. 
A saber: 

- baquilho (cabelo) 
- abacou (acabou) 
- picoca (a gata Pipoca, da nossa cozinha Aldinha) 

[juro que não fui eu que lhe ensinei]

Hoje de manhã fomos as duas ao Colombo. A sair, entramos no carro e ela: 
- Fogo, pá. Fogo, pá. Fogooooo, pááááá. 

Faço de conta que não ouvi. 

A Pilá.

A Pilar está numa fase maravilhosa. Fala imenso - hoje, o Surfista comentava: "Ela está a falar português." 😝

É mesmo isso. Explica-se muito bem, lembra-se de imensas coisas e aprende à primeira. Isto ajuda-nos imenso a entendê-la, por exemplo, quando se magoa ou tem algum problema. 
E conseguimos brincar, cantar canções juntos, enfim, desfrutar o máximo desta benção que todos os dias agradecemos a Deus. 

E agora, sem mais demoras... Vou começar a partilhar algumas das coisas que ela diz (para não me esquecer, porque sei que daqui a pouco tempo às gracinhas serão outras e estas passam...) 

sábado, 22 de março de 2014

Filhos e cadilhos

"No nosso país, mais de metade dos casais com filhos tem apenas um filho e muitos casais nem arriscam ter o primeiro. O segundo filho é considerado um risco calculado, o terceiro um tiro no escuro e ao quarto filho já se faz um blogue. O desafio de hoje não é o número de filhos, é antes de tudo a opção de os ter ou de ter mais do que um. Apenas mais do que um. Portugal criou uma geração de pais que náo arrisca ter descendência por medo, por insegurança, por opção ou por adiar opções."

Inês Teotónio Pereira, hoje, no i, a propósito da morte de Fernando Ribeiro e Castro, presidente da Associação Portuguesa das Famílias Numerosas

[e eu, que ainda só tenho uma, mas já a sonhar com o(s) próximo(s). os meus avós maternos tiveram três filhos, os meus pais tiveram três, e talvez por isso eu acredite que tudo se cria.]

segunda-feira, 17 de março de 2014

Pronto, é a decadência total deste blogue

Vou citar e elogiar a Lili Caneças.
(pronto, já disse)


Li este artigo no DN sobre a intenção da tia Lili de ir festejar os seus 70 anos ao Rio, sozinha.

A dada altura, a senhora diz isto:

"Quero começar de novo, quero mudar a minha vida, quero fazer coisas que nunca fiz. Acho que viajar sozinha foi a única coisa que nunca fiz. Estou numa idade que ou mudo ou me acomodo. Eu prefiro mudar e começar de novo".

Epá, pensar assim ou dizer isto aos (quase-)70 anos, é fantástico.